Síndrome de Burnout: quando o trabalho é a causa da doença

15/05/2017 |

Não importa a profissão, o estresse faz parte do dia a dia num mundo cada vez mais competitivo. A Síndrome de Burnout é uma das consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O próprio termo “burnout” demonstra que esse desgaste danifica aspectos físicos e psicológicos da pessoa.

A síndrome atinge profissionais que lidam direto e intensamente com pessoas e influenciam suas vidas – como profissionais das áreas de educação, assistência social, saúde, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.

Sintomas

Em fase inicial, alguns sintomas se confundem com a depressão, por isso é importante um diagnóstico detalhado. O esgotamento físico e emocional é refletido através de comportamentos diferentes, como agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima e ausência no trabalho. Além disso, sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia fazem parte do quadro.

Fisicamente o paciente pode sofrer de dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares. Em mulheres, alterações no ciclo menstrual são comuns.

Além do tratamento, que inclui terapia e medicamentos, como antidepressivos, ter uma mudança no estilo de vida é essencial. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, uma vez que ajudam a controlar os sintomas. É importante que o médico observe se é o ambiente profissional a causa do estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que geram a crise.

A qualidade de vida é uma das armas para prevenir a Síndrome de Burnout. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios e manter uma vida social bem ativa.